Conheça o povo Amish, da Pensilvânia, que não usam eletricidade

Amish é uma comunidade formada por povos de costume cristão anabatista que ficam concentrados nos Estados Unidos e no Canadá. Os costumes ultraconservadores, como não usar energia elétrica, é o que fazem deles tão diferentes. Eles também não usam eletrônicos.

Abaixo, você vai conhecer mais do povo Amish, que começaram a chegar em solo americano no início do século 18, sendo que logo se instalaram na Pensilvânia. E há curiosidades além dos eletrônicos e da energia, como o fato de só consumirem produtos orgânicos. Saiba tudo.

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Foto: (reprodução/internet)

De onde surgiram os amish

Eles vieram da divisão de outro grupo de menonistas, o que aconteceu em 1690, mais ou menos. Foi assim que o termo “amish” passou a ser usado, já que é derivado de Jakob Ammann, um líder suíço do grupo menonita da igreja Anabatista.

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Jakob era um defensor de uma interpretação literal da Bíblia com as ideias que causaram ruptura da igreja anabatista tradicional. Resumindo, temos aqui uma categoria mais radical do protestantismo, conhecidos justamente pela recusa de batismo de bebês, por exemplo.

Aliás, eles também precisam de permissão para casar. E o motivo é que o batismo acontece entre os 18 e 22 anos, quando o amish já possui o bom grado para assumir a religião. Até isso, eles não possuem permissão para o casamento.

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Os costumes ultraconservadores

É verdade mesmo que o povo amish não usa a eletricidade, nem mesmo eletrônicos ou máquinas modernas. Isso vem lá de 1919, quando os líderes da comunidade concordaram com isso. Agora, vem o fato: eles não decidiram isso porque achavam que a eletricidade era ruim.

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Foto: (reprodução/internet)

E sim porque ter um acesso fácil demais até alguma coisa poderia levar a tentações mundanas, assim como na deterioração da vida tradicional, além da igreja e da família. Os amish sempre valorizam a simplicidade das coisas e abnegam o conforto, isso explica muita coisa. 

Por isso, o resultado sempre será visto como um estilo de vida deliberado e considerado “autossuficiente”. E o resultado desses costumes passam ainda pelos vestidos modestos, com mangas compridas e saias longas, sem joias, sem acessórios e “chapéus” pretos ou brancos.

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Os costumes diferenciados

Além das roupas das mulheres, onde os “chapéus” brancos são das casadas e os pretos das solteiras, considere que outro costume incomum é sobre os homens, que usam trajes de cor escura, casacos retos, calças largas e somente após o casamento podem usar barbas.

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O dialeto do povo amish é próprio, tanto é que dentro das casas amish só se fala o idioma da “Antiga Ordem Amish”, que é um alemão próprio, chamado também de “Alemão da Pensilvânia”. É muito próximo ao “Platt”, do norte da Alemanha.

Na escola, as crianças aprendem inglês, mas na adoração, os sermões são em alemão. Ah, tem outra coisa que vai impressionar você: eles conservam as bonecas de pano sem rostos, o que impede orgulho e vaidade, além de que não tocam instrumentos musicais pelo mesmo motivo.

Os costumes saudáveis 

Do lado da alimentação, essa comunidade pode nos ensinar muito sobre os hábitos saudáveis. Há pelo menos quatro referências deles que são ótimas para a saúde humana, inclusive, com comprovação cientifica.

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Foto: (reprodução/internet)

Um dos pontos é que eles não consomem os alimentos OGM, que são organismos geneticamente modificados porque não usam esse tipo de nutriente no solo. Outro é que aproveitam das gorduras saudáveis, como leite cru, manteigas e ovos.

Além disso, vivem em estilos de vida ativos, sem carros, andam muito. Aliás, eles chegam a dar 16 mil passos por dia, por isso, pouco se fala em doenças cardiovasculares. E, consequentemente, são pessoas bem menos estressadas, por motivos óbvios. 

O entretenimento dos amish

Se eles abdicam ao conforto, será que fazem o quê, exatamente, durante o tempo livre? Quando são jovens, após completarem 16 anos, eles entram no período chamado de “rumspringa”, que é quando tem permissão para sair e fazer “coisas proibidas”. 

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Foto: (reprodução/internet)

Alguns vão ao cinema, outros dirigem. Há ainda aqueles que consomem drogas e álcool. No fim do período, o jovem escolhe se vai retornar à comunidade amish ou se vai seguir os costumes fora da comunidade. O número de retorno costuma variar de 80% até 90%. 

Quem não é amish pode se tornar parte da comunidade? Na verdade, pode. Porém, há um processo bem rigoroso para isso, que começa pelo dialeto deles e envolve deixar para trás os vínculos familiares e de luxo. A autorização final vem por votação da igreja. 

A história do celeiro amish

Há uma história sobre a construção dos celeiros amish que é verdadeira também. Eles fazem isso de forma coletiva, sendo que todos os membros da comunidade ajudam outros membros a construir o celeiro, que é visto como imprescindível para aquele povo.

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Todo esse trabalho requer muito do planejamento, da organização e do trabalho manual, sendo que é muito comum de ser visto na Pensilvânia, em Ohio, em Indiana e outras áreas canadenses. A tradição vem do século 18.

A construção do celeiro é uma participação obrigatória para os membros da comunidade e os ajudantes não são pagos para isso. Isso porque o favor é feito para todos e por todos os membros daquela comunidade. 

O celeiro na importância do culto

Para finalizar a ideia do celeiro, saiba que no culto amish não existe igreja. Ele é voltado a Deus, porém, sem o caráter evangelizados. Sem igrejas, eles se organizam em casas privadas ou celeiros comunitários.

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Foto: (reprodução/internet)

As mulheres ficam separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu. O culto inicia com a invocação de um dos anciões, depois vem os hinos, que existem desde o século 16 e sem conotação musical, obviamente. Há sermões e uma oração intercalando eles. 

A leitura da pregação da Bíblia é feita e os anciãos abrem as Escrituras de forma aleatória. Há ainda uma benção final, sendo que a congregação se despede com um ósculo (beijo tocado). Lembrando que eles creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional.

O massacre na escola amish

Infelizmente, houve um fato em que tornou a comunidade amish conhecida por muita gente. Foi quando saiu na média o massacre em uma escola da comunidade, lá nos Estados Unidos. Foi em outubro de 2006, com a morte de 5 crianças entre 6 e 13 anos.

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Foto: (reprodução/internet)

O atirador, de 32 anos, se matou. Ele era um motorista de caminhão de leite que atendia a comunidade e fez 10 meninas da escola de refém. No mesmo dia, os membros visitaram a família do motorista, Roberts e perdoaram eles. 

Durante o interesso das meninas, o avô de uma delas disse as outras crianças que “não devemos odiar aquele homem”. Foi esse fato que inspirou a criação de um filme, chamado de Amish Grace ou “Graça e Perdão”, no Brasil. 

O filme: Graça e Perdão

Esse é um filme de 2010, que conta exatamente a história que acabamos de narrar acima. O elenco tem Amy Sloan, bob Rumnock, Bruce Nozick, Christopher Curry e Darcy Rose Byrnes. 

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Foto: (reprodução/internet)

A direção fica por conta de Gregg Champion e ele tem duração de 88 minutos. É do gênero drama e é bem raro conhecer alguém que não se emociona com as várias cenas que são gravadas nos Estados Unidos. 

Na internet, é possível encontrar o filme na íntegra. Ou em canais de streaming. 

A série: de volta ao mundo Amish

Imagine uma série que conta sobre jovens que deixaram para trás as tradições de suas famílias e se aventuraram pelo mundo afora. Sim, estamos falando dos amish e é isso que conta a série, que já está na 5ª temporada. As temporadas e os episódios são exibidos no TLC.

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Foto: (reprodução/internet)

Eles mostram as renúncias de Abe, Rebecca, Jeremiah e Sabrina na nova vida, com todas as alegrias e problemas que eles enfrentam. A partir deles, outros amish seguiram o mesmo caminho. No Brasil, você pode acessar a série pela Discovery+ ou no canal 52 da Claro TV.

Outros povos semelhantes

Devido aos costumes ultraconservadores, saiba que há outros grupos que sempre estão relacionados com os amish. Os próprios menonitas, que são tradicionais e de onde vieram os amish são um deles. O nome vem do teólogo Menno Simons.

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Foto: (reprodução/internet)

Foi ele que criou escritos e articulou todo ensino anabatista na Suíça. Conforme estimativas, em 2015 haviam mais de 2 milhões de menonitas no mundo. 

Eles acreditam, como os amish, que a salvação está na fé em Jesus Cristo, que as autoridades estão nas Escrituras e no Espírito Santo e que os discípulos de Jesus não participam de guerras e nem usam armas para atacar, ferir ou matar inimigos.

Dunkers e Huteritas

Os huteritas também são anabatistas, bem parecidos aos amish e aos menonitas. Eles vivem em comunhão econômica e se baseiam nos Atos dos Apóstolos. O nome vem de Jakob Hutter, que foi um dos primeiros líderes, executado em 1536.

Por fim, também temos os dunkers, chamados de Igreja dos Irmãos, que são formados por vários grupos de petistas-anabatistas, que estão organizados na Alemanha. Eles não se consideram evangélicos e nem católicos. São pacifistas radicais, apolíticos e escravagistas.